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29 Julho 2014

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Como vai a saúde dos bombeiros portugueses?


Estudo inédito avalia impacto dos incêndios na saúde dos bombeiros durante o combate aos fogos.

Mais de 150 bombeiros do distrito de Bragança vão transportar equipamento para medir a qualidade do ar que estão a respirar.

Um grupo de docentes da Escola Superior de Saúde de Bragança está a estudar o impacto dos fogos florestais na qualidade de vida e na saúde dos bombeiros das 15 corporações do distrito de Bragança.

O trabalho, que conta com a parceria do Instituto Nacional Ricardo Jorge, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior de Engenharia do Porto, divide-se em três fases e consiste em questionários, análises clínicas, avaliação da capacidade respiratória e outras condições físicas antes, durante e depois da época crítica de incêndios florestais.

“Atendendo a que eles [bombeiros] estão expostos a muitos factores de risco, pretendemos avaliar a qualidade de vida e capacidade para o trabalho e pretendemos perceber como é que estes tóxicos, que são inalados por eles, podem dificultar e prejudicar a sua saúde”, refere a coordenadora do projecto, Adília Fernandes.

Durante o combate aos fogos, alguns bombeiros vão transportar equipamento para medir a qualidade e conhecer os componentes do ar que estão a respirar. Para a coordenadora do projecto, as condições em que os operacionais trabalham "podem influenciar o desempenho. A "inalação do fumo pode provocar hipoxia, que vai perturbar a capacidade de decisão".

Bombeiros aplaudem

Além de identificar os factores de risco, o projecto pode contribuir para a melhoria dos equipamentos de protecção. Os bombeiros aplaudem esta iniciativa e esperam que possa “contribuir para a melhoria da qualidade de vida” dos elementos de combate aos fogos.

Leonel Pires, bombeiro há 24 anos, refere que o combate ao fogo “deixa sempre marcas”. E “não há apoios”. Espera que o estudo possa contribuir para “facilitar a vida” aos voluntários no que concerne a “apoios a nível psicológico e ao nível de saúde”.

Para Paulo Ferro, bombeiro há dez anos, o mais importante “é prevenir os problemas respiratórios”. Por isso, o estudo pode dar “indicações importantes em termos do material mais adequado à devida protecção”. Actualmente, os bombeiros no combate aos incêndios florestais dispõem apenas da cógula (máscara de pano) que filtra alguns constituintes e de máscaras específicas que “são muito caras”, e que, segundo Paulo Ferro, “falham por impedir a entrada suficiente de oxigénio”.

Os primeiros resultados do estudo devem ser apresentados no final do ano, mas é intenção dos promotores estender a iniciativa por cinco anos, para aferir dos problemas a curto prazo, como os respiratórios ou cutâneos, mas também os problemas que podem surgir a longo prazo.


fonte: RR

28 Julho 2014

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Dois fogos no concelho de Moura um extinto e outro ativo

O incêndio florestal que lavrava desde as 15:00 no concelho de Moura, tendo devastado uma área de pasto, mato, silvas e montado, foi considerado extinto às 18:35, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja acrescentou que o incêndio ocorreu próximo da Ribeira de Toutalga, na área da União de Freguesias de Santo Agostinho, São João Baptista e Santo Amador, no concelho de Moura.

Segundo a mesma fonte, estiveram envolvidos no combate às chamas 50 operacionais de várias corporações de bombeiros dos distritos de Beja e Évora, e Sapadores Florestais de Moura, apoiados por 15 veículos.

No local esteve também a GNR.

De acordo com a fonte do CDOS, outro incêndio florestal, numa área de montado, está a lavrar desde as 17:46, no concelho de Moura, próximo do Rio Ardila, junto à Estrada Nacional 255.

O fogo está a ser combatido por 64 operacionais, provenientes sobretudo de várias corporações de bombeiros dos distritos de Beja e Évora, apoiados por 18 veículos.

No local está também a GNR.

Finte: DNoticias

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Lei de bases da proteção civil e financiamento dos bombeiros são prioridades - Governo

O secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, afirmou hoje que a revisão da lei de bases da proteção civil e a lei de financiamento dos bombeiros são as prioridades para o segundo semestre deste ano.

João Almeida esteve, na noite de hoje, no Barreiro, nas comemorações dos 120 anos dos bombeiros Sul e Sueste.

"As duas prioridades para o segundo semestre do ano são a revisão da lei de bases da proteção civil e a lei de financiamento dos bombeiros, algo muito importante para a sustentabilidade dos bombeiros", afirmou

Fonte: Expresso

27 Julho 2014

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Incêndios na Califórnia destroem casas e ameaçam parque natural norte-americano

Vários incêndios no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, obrigaram à retirada de mais de mil pessoas das suas casas, destruíram uma dezenas de habitações e ameaçam zonas do Parque Nacional de Yosemite, informaram hoje fontes oficiais.

A zona leste da cidade de Sacramento é uma das mais afetadas, mas as chamas foram contidas em 35 por cento dos mais de 1.500 hectares de terreno ardido, precisou em comunicado o Departamento Florestal e Incêndios da Califórnia.

Em Yosemite, o fogo progride e está fora de controlo, devido ao vento forte, ameaçando a localidade de Plymouth, perto de Sacramento.

No combate aos incêndios estão envolvidos 1.500 bombeiros, apoiados por seis aviões e seis helicópteros.

A Cruz Vermelha providenciou um abrigo para 1.200 pessoas que tiveram de ser retiradas de mais de 500 casas ameaçadas pelas chamas, propiciadas pela seca, por fortes rajadas de vento e baixa humidade.

Fonte: DNoticias

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Incêndio florestal em O. Hospital mobilizou 130 operacionais e dois helicópteros

Um incêndio florestal destruiu floresta e mato, hoje à tarde, na zona de Pedras Ruivas, freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital.

Cerca de 130 operacionais combateram as chamas que deflagraram, pelas 14H50, sendo apoiados por 30 veículos.

Um helicóptero ligeiro e um pesado, o Kamov que está estacionado em Santa Comba Dão deram uma ajuda preciosa para debelar rapidamente o fogo, uma vez que iam reabastecer de água no rio Mondego que fica a cinco minutos do local.

O incêndio foi dado como dominado pelas 16H30.

Esta zona tem sido palco de vários incêndios este ano, o que levou o presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, a dizer recentemente à CentroTV que "há mão criminosa por detrás destes fogos".

O fogo não chegou a colocar habitação ou vidas em perigo.


fonte: Centro TV

26 Julho 2014

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Viatura despenhou-se no Sítio da Nazaré sem causar vítimas

O acidente ocorreu cerca das 13:20 e a viatura foi resgatada cerca das 16:00, com auxílio de uma máquina da Proteção Civil Municipal, adiantou a mesma fonte
Uma viatura ligeira despenhou-se hoje do Sítio da Nazaré para o mar sem, no entanto, causar vítimas, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria.

Segundo fonte dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, o automóvel estaria mal travado e precipitou-se pela encosta até ao mar, cuja altura ronda os "40 a 50 metros".

"Foi a primeira vez que nos deslocámos ao Sítio para um acidente deste género sem vítimas, felizmente", referiu o comandante adjunto Joaquim José, informando que tinha sido acionado uma equipa de resgate e mergulho.

O acidente ocorreu cerca das 13:20 e a viatura foi resgatada cerca das 16:00, com auxílio de uma máquina da Proteção Civil Municipal, adiantou a mesma fonte.

No local estiveram 13 elementos dos Bombeiros da Nazaré, com quatro viaturas, além da Polícia Marítima.

Fonte: Jornal i

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Autocarro da Carris incendeia-se em Lisboa sem causar feridos

Um autocarro da Carris que seguia na zona do Castelo, em Lisboa, sofreu hoje à tarde um incêndio, mas sem que tenha havido quaisquer feridos, informou fonte oficial da empresa à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, a Carris vai agora averiguar as causas do incêndio, que foi acompanhado por um piquete da empresa, bem como por elementos do Regimento de Sapadores de Bombeiros.

Fonte dos bombeiros confirmou à Lusa que o incêndio no autocarro, que circulava com passageiros na zona da Graça, não provocou feridos

Fonte: Jornal i

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Comunicado: Liga afirma total confiança nos Bombeiros de Miranda do Douro

A Liga dos Bombeiros Portugueses veio reafirmar a confiança em todos os operacionais que integram a corporação dos Voluntários de Miranda do Douro.

Recorde-se que, no passado dia 16 de Julho, quatro operacionais dos Voluntários de Miranda do Douro, um dos quais continua hospitalizado com prognóstico reservado, ficaram feridos durante o combate a um incêndio em Macedo de Cavaleiros. Depois deste acidente, muitas foram as vozes que colocaram em questão aquela corporação, tendo a Liga decidido tomar uma posição na defesa deste homens.

Leia o comunicado na íntegra:

Perante os factos ocorridos no incêndio florestal de 16 de julho em Macedo de Cavaleiros, a Liga dos Bombeiros Portugueses afirma de forma clara, inequívoca e peremptória a sua total confiança na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro, no seu comando e corpo activo, tornando também extensível esta confiança pelo bom trabalho produzido por todas as associações e corpos de bombeiros do distrito de Bragança, incluindo a sua Federação distrital de bombeiros.

Lisboa, 23 de julho de 2014

Presidente do Conselho Executivo

Jaime Marta Soares
Comandante

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Bombeiro Ferido de Miranda do Douro Continua com “Prognóstico Reservado”

Hospital da Prelada revelou que Nuno Magalhães ainda se mantém ventilado.

O bombeiro que na passada quarta-feira ficou gravemente ferido num incêndio em Macedo de Cavaleiros continua hospitalizado com “prognóstico reservado”. 

De acordo com fonte do Hospital da Prelada, onde se encontra internado, Nuno Magalhães “encontra-se estável” e ainda se mantém ventilado.

Segundo a mesma fonte, o estado das queimaduras que o bombeiro de 30 anos tem nas costas, braços e cara estão “a evoluir favoravelmente”.


fonte: CM

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Duarte Caldeira: "Qual é a Base Legal da Decisão do MAI?"

Tomei conhecimento de uma notícia da Antena 1, que alguns outros órgãos de comunicação social reproduziram, tornando público que os Bombeiros de Miranda do Douro foram impedidos, por alegada ordem do Ministério da Administração Interna (MAI), de efectuar combate a incêndios fora da sua área de intervenção, na sequência do incidente ocorrido no incêndio em Macedo de Cavaleiro, que ocorreu na quarta-feira passada, onde a corporação perdeu uma viatura e 4 bombeiros sofreram queimaduras. Sobre esta ocorrência foi aberto um inquérito.

Entretanto, em nota enviada à comunicação social, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) afirma, e bem, “total confiança nos Bombeiros de Miranda do Douro”.

A confirmar-se, não me lembro de uma situação deste tipo, isto é a ordem directa do MAI limitando a actuação de um corpo de bombeiros.

Andou bem a Liga dos Bombeiros Portugueses ao solidarizar-se com o corpo de bombeiros e a associação em que ele se integra. Mas a questão é mais profunda e exige uma explicação.

Qual é a base legal da decisão do MAI?

Se está um inquérito em curso, não é admissível que haja apuramento prévio de responsabilidades e consequente aplicação de sanções. Esta é a questão essencial que cabe ao MAI esclarecer, urgentemente.

Mas há ainda outra questão. Segundo informações que recolhi este incidente deve merecer da parte da LBP a adequada atenção, de modo a dar consistência técnica à justa solidariedade manifestada ao CB em causa.

O tempo exige acção tecnicamente sustentada e não reacção emocional a situações análogas à reportada pela Antena 1.

Esta é melhor forma de defender os CB e de pô-los a coberto das eventuais arbitrariedades da tutela.


Duarte Caldeira
Reportér Caldeira

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Bombeiros de Castigo!

Não me lembro de coisa assim.

Antes de mais, uma palavra de reconhecimento pelo trabalho feito pelos bombeiros de Miranda do Douro, com 54 anos de uma vida larga e de exemplar serviço, e uma mensagem de solidariedade aos bombeiros daquela corporação e a todos os que são vítimas de agressões, apropriações, intromissões, incompreensões e ingratidões.

A crer nas notícias, os bombeiros de Miranda do Douro foramproibidos pelo Ministro da Administração Interna de combaterem incêndios florestais fora da sua área de actuação própria.

Mas o MAI tem legitimidade política e jurídica para medida tão radical?

Tem mesmo?

Segundo o que foi posto a circular, os bombeiros em causa terão agido por conta própria, contrariando as decisões do comandante das operações de socorro (COS).

Abandonando os eufemismos em que este País é fértil, de uma forma directa, simples, crua, "os bombeiros de Miranda do Douro portaram-se mal e estão de castigo".

Só faltava mais esta!

Perante esta realidade, as manifestações de solidariedade e as expressões de confiança, sendo justas e merecidas, são curtas e sabem a pouco.

É necessário ir mais longe, e é bom não nos ficarmos por reacções emocionadas, que podem conquistar corações, mas não facilitam soluções.

Estamos perante uma clara intromissão do Governo no desempenho de um Corpo de Bombeiros (CB), limitando-o no cumprimento das missões que lhe foram atribuídas, aquando da sua homologação como CB.

Tenho sérias dúvidas sobre o enquadramento legal de tal decisão.

E mesmo que haja esse enquadramento,convinha que ele viesse na sequência de um processo de inquérito, concluído e com decisão final tomada.

E mesmo que o inquérito concluísse por responsabilidades individuais, não me parece sensato castigar-se toda a corporação.

E mesmo que o inquérito concluísse por responsabilidades dos bombeiros de Miranda do Douro, julgo que haveria outras medidas ao dispôr do decisor, bastava querê-las.

Medidas correctivas, pedagógicas, de sensibilização, entre outras.

Esta decisão tem tanto de humilhante como de revoltante.

Cheira-me a decisão precipitada, do género “murro na mesa” para mostrar força, que esconde fraqueza.

Para um CB que há 1 ano perdeu dois dos seus homens no combate aos incêndios florestais, esta não é a melhor forma de incutir ânimo, alento e confiança, antes pelo contrário.

Solidarizarmo-nos não chega, é absolutamente necessário ir à raiz do problema e apurar a legitimidade da tutela política para tomar esta decisão e reflectirmos sobre a porta que se abriu e os medos, os receios e as intimidações que vai desencadear por aí.

Mas isso não é coisa que interesse muito aos políticos., porque não lhes convém, mas é obrigação nossa, de todos os que têm especiais responsabilidades no sector.É obrigação da Liga exigir clarificação da legitimidade de tal decisão e questionar sobre a adopção de medida tão extrema e tão gravosa.

O Ministro da Administração Interna já se enganou noutras situações, assumiu o erro, o que só lhe ficou bem, mas parece querer persistir nos enganos.

Não me admirava que amanhã viesse reconhecer o erro, mas só depois do mal-estar feito.

É urgente que o MAI se explique, perante este facto absolutamente inédito no sector, e que ele protagoniza, arriscando-se, assim, a ficar na história, pelos piores motivos.


Rebelo Marinho
O Zingarelho

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