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01 Setembro 2014

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Quatro mortes em praias entre maio e agosto



A Marinha registou quatro mortes nas praias marítimas portuguesas, entre 1 de maio e 31 de agosto, menos sete casos do que no mesmo período do ano passado.


Em praias vigiadas de jurisdição marítima foi registado um caso mortal, de um homem de 86 anos, em S. Martinho (Nazaré), no domingo, devido a morte súbita.

Em zonas não vigiadas de jurisdição marítima, a Marinha registou três casos de vítimas mortais, sendo dois homens e uma mulher.

Em meados de junho, um homem de 28 anos morreu afogado na praia do Rouxinol, na Costa da Caparica (Almada), enquanto no passado dia 16 de agosto em Vila Real de Santo António, na praia do Cabeço, uma mulher de 59 anos morreu também devido a afogamento.

No dia 22 de agosto, na praia da Concha, na Nazaré, foi registada a morte súbita de um homem de 41 anos.

Neste período, não foram registadas mortes em zonas balneares fluviais.

Nas praias vigiadas em concessões, a Marinha contabilizou 431 intervenções de nadadores-salvadores, enquanto em locais não concessionados houve 173 intervenções.

Dos dados divulgados constam ainda 741 assistências de primeiros-socorros e 154 buscas, com sucesso, de crianças perdidas na praia.

O Instituto de Socorros a Náufragos, na qualidade de direção técnica, realizou 421 ações de controlo e inspeção técnica às unidades balneares concessionadas.

A Marinha acrescentou a informação da atribuição, com a Autoridade Marítima Nacional, de 380 placas de sinalização de diversos perigos em várias zonas balneares, em complemento às 1250 placas atribuídas no ano passado.

Fonte: JN

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Campistas descobrem ossadas na Serra da Freita



A Polícia Judiciária esteve no local e efectua diligências no sentido de apurar se se tratarão de ossadas humanas, como aparentam ser...


Foi com estupefacção que um grupo de campistas descobriu, ao início da madrugada de ontem, na Serra da Freita, ossadas que se assemelham às de uma criança. As autoridades foram de imediato alertadas e estão a investigar.
Os ossos encontravam-se na Portela da Anta (um geossítio onde podem ser visitados vestígios arqueológicos com mais de três mil anos) e foram detectados durante um passeio nocturno de três adultos com crianças, da zona de Lisboa, instalados no Parque de Campismo do Merujal.
“O senhor que deu o alerta chegou a pensar que eram falsas e que alguém as tinha posto ali para tornar o lugar mais atractivo, mas estava enganado”, contou uma testemunha ao Diário de Aveiro.

Fonte: Diário de Aveiro

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Vigilância florestal de jovens permitiu recolher quase 5 toneladas de lixo em Estarreja

Ao longo de 30 dias no terreno, 23 jovens percorreram as áreas florestais do concelho de Estarreja para assegurar a sua proteção e identificaram lixeiras clandestinas.
Os resultados da oitava edição do programa “Juntos pela floresta, todos contra o fogo no Concelho de Estarreja”, foram agora apresenatdos.

A Câmara refere que 185 vias florestais foram inventariadas e o lixo recolhido atinge as 4,5 toneladas.

"Os jovens empreenderam igualmente esforços na sensibilização dos munícipes, tendo este ano inovado com ações diferentes como a criação de uma página no Facebook e de uma cache no Geocaching.com ou contactos diretos com visitas a instituições", refere a edilidade.

Fonte: Notícias de Aveiro

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Vidigueira: Despiste de mota faz um morto

Um despiste de moto, no IP2, perto de Vidigueira, fez um morto e um ferido grave.

O acidente ocorreu cerca das 22 horas desta sexta-feira.

O homem, de 39 anos, teve morte imediata. A mulher, de 38, foi transportada para o hospital de Beja com ferimentos graves.

O casal seguia para a concentração motard que está a decorrer em Vidigueira.

Depois da confirmação do óbito, a vítima foi removida para a morgue do hospital de Beja.

No local do acidente estiveram a Viatura Medica de Emergência e Reanimação, os bombeiros de Portel e Vidigueira e a GNR de Beja.

Fonte: Rádio PAX

29 Agosto 2014

"Era de morte, desta vez, que se falava ali..."

Carlos era bombeiro desde os 22 anos, já tinha mais de 60 em cima e continuava bombeiro. Com o crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, lembro-me de o ver "enchouriçado" numa farda de gala - que fazia gala em nunca vestir - para receber a mais alta insígnia dos bombeiros portugueses numa festa de aniversário do corpo de bombeiros a que sempre pertenceu.

Tinha aversão a essas práticas de ostentação, ainda que só lhe pedissem, naquela altura, que esticasse o peito para receber o crachá - uma estrela dourada que brilhava sempre que qualquer raio de luz assentava os olhos nela e que hoje, deve estar arrumada num qualquer canto da casa sem cuidados de maior. Até porque, com a aversão que tem às festas de gala onde se exibem condecorações do género, não é líquido que saia alguma vez dali. Se calhar, e se for intenção dele ir vestido de gala para o talhão que os bombeiros têm no cemitério, só nessa altura se vai voltar a ver o quão brilhante é a estrela da Liga.
Até que isso aconteça, o mais certo é a estrela de tantas pontas, reluzente, estar presa ainda à farda ou num amontoado de tralha onde se misturam outras medalhas, daquelas que quase todos têm - pequenas fénix de prender aos bivaques, divisas, galões ruços de tanto uso, algodão de polir ainda na caixa por estrear - que a aversão à farda de gala não justifica polimentos -, mosquetões, chaves antigas de cacifos que já não se usam, moedas, canecas secas e sem uso... tralha.
Ainda assim, hoje estava a mirar a condecoração com os olhos marejados e a pensar se alguma vez merecera aquilo. Decerto que não merecia. Afinal, fora por causa dele e de uns tantos como ele que o puto estava ali estendido, tapado com um napperon de renda branca para que não se lhe vissem os sinais que lhe estragavam a cara. E, ainda que assim não fosse, não haveriam de faltar, na formatura ao lado, histórias de marcas estampadas no rosto e no corpo de dezenas de bombeiros sem mácula. Era destes que a história gostava. Eram estes, os sem mácula, que apareciam - agora cada vez mais -  nas televisões e nos jornais. Fosse por um parto bem sucedido, fosse por um salvamento na estrada, fosse, entendia ele e estava velho, porque qualquer coisa servia para aparecer na televisão e nos jornais. Para, num grau de histeria desenfreada, correr a avisar a família e os amigos para verem o Jornal da Noite, da SIC, o Jornal Nacional, da TVI, ou o Telejornal, da RTP. A preferência pelo canal variava consoante fosse aquele que lá estivera horas antes a estorvar no socorro, mas a garantir meia dúzia de minutos de fama, que era o que muita gente queria, fosse onde fosse. Aliás, nos bombeiros e nos outros lados.
Nem sempre fora assim. Ou se calhar fora. Não havia era tanta televisão nem sequer se avaliava a competência de cada um em função dos minutos em que se aparecia para todos verem.
Hoje, quando se calhar era precisa, a televisão não estava ali. Haveria de estar. Mais do que não fosse para retratar rostos. Só rostos!
Que giro seria poder haver uma câmara que lhes perscrutasse as almas. Quantos não haveriam de estar ali a pensar se valeria a pena correr ao toque da sirene do quartel para acorrer ao desconhecido - sendo que o desconhecido, com toque de sirene, veste-se de perigo; outros haveriam de pensar que antes àquele, que hoje estava de napperon a tapar-lhe o rosto, que a eles próprios. Haveria de chorar-se algumas lágrimas, é verdade, mas o tempo encarregar-se-ia do resto.

E o resto é apagar a memória.

Ainda por cima, o rapaz quase que ainda tinha gás no corpo em ebulição a fazer o trabalho que lhe competia de o matar por dentro, e já chegavam aos ouvidos do Carlos palavras que lhe falavam nos direitos do seguro, nas dificuldades que o Estado tem em fazer cumprir as suas obrigações para com quem perde a vida a servi-lo. Está bom de ver que a vida, no dia seguinte, haveria de ter outro sentido. E que, se preciso fosse, outros estariam dispostos, sem o saber, a espalhar-se numa qualquer curva feita mais depressa em carros que nunca chegam a compensar o desenho que têm para o socorro com o facto de serem desengonçados para levar gente. São os melhores do concelho, dizia-se. Que conduzam com cuidado, recomendavam outros. Os que nunca andavam neles. Mas os bombeiros, por muito nobres e sãos, tinham destas coisas. De achar que, como diz o povo, "a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha". Por isso se via, com desplante, corpos de bombeiros de cidade com material do melhor para combater fogos no campo, e corpos de bombeiros do mundo rural com material muito debilitado para andar em estradas que tardavam em bater-lhes na área de actuação. Outra: área de actuação.
Os limites da intervenção faziam-se (não sei se ainda se faz) com mais rigor do que as linhas mestras que desenharam cada país - tenha sido por decisão de decreto, tenha sido por conquista guerreira. Os países, sobretudo os que conversam ao estalo, confundem fronteiras.
Os bombeiros não.

É fogo, é acidente?
Salta-se para a zona de intervenção do vizinho; é trabalho menor, de acartar um AVC de 70 e muitos, uma porta para abrir, gás para fechar ou inundação de vão de escada, "pois minha senhora tem de ligar para a corporação tal que isso é zona deles!..." Ainda há destes caprichos, pois há.

Naquele dia o puto tinha andado no carro melhor, mais moderno e desengonçado para levar gente. Naquele, e noutro dia. E noutro. E noutro. Tinha andado nele vezes sem conta desde que ainda de cueiros entrou pela primeira vez no quartel de bombeiros da terra. Era dos que entrara nos bombeiros por "deformação genética". Ou seja: atrás do pai. O primeiro estalo levado a sério, dado de mão aberta pela mãe, tinha sido "por causa" dos bombeiros.
- Hoje não há escola - disse à mãe depois de ter premeditado que haveria de ver os passos da formatura em treino para a festa de aniversário. Além de que, muito mais interessante do que o aprumo do "esquerdo-direito-hop-dois, esquerdo-direito" gritado a preceito pelo chefe da fanfarra, o grupo de caixas, timbalões, bombo e clarins que ritmava o compasso ao som de marchas "militares", o treino das operações de salvamento feito com recurso a escadas de vários efeitos e feitios na casa-escola do quartel, dava outro colorido à mobilização para o dia de aniversário que chegava naquele mês de Novembro.
- Não há escola? Porquê? - questionou a mãe já indignada por uma escola privada, daquelas que se pagam todos os meses, se dar ao luxo de fazer gazeta sem que tivesse o bom senso de avisar - sendo certo que não haveria, uma vez chegada a hora de prestar contas à mensalidade, de fazer o desconto do dia que, dizia-lhe agora o filho, a escola tinha fechado para preparar os "teatrinhos" do mês seguinte.
- Vão começar os primeiros treinos para a festa de Natal e precisam das salas de aula. E os professores vão estudar o espectáculo... - mentiu.
- Vou ver os bombeiros - afirmou, dando corpo, forma e razão para a mentira.
A mãe só soube que era mentira no dia seguinte, o tal dia de "não há escola" quando viu chegar a casa, de sacola a tiracolo, a vizinha de baixo, da mesma idade e companheira do filho.
- Donde vens Bertinha? - perguntou-lhe.
- Da escola - respondeu a miúda.
- Mas o Ricardo disse que não havia escola... - retorquiu.
- Houve, houve. Ele é que não foi - despachou a miúda.
Varreu-se-lhe a condescendência. Colocou um casaco sobre os ombros e saiu direcção aos bombeiros. Nem deu tempo a nada. Enquanto os bombeiros subiam rápido ao terceiro andar da casa-escola para efectuar um salvamento por manga, um "túnel" de lona que queimava os braços se não houvesse cuidado ao deslizar por ele, ele estava com... um estalo na cara. E outro, e mais outro, até conseguir seguir até casa da avó, umas boas centenas de metros de calçada abaixo, sempre dez passos à frente da mãe que não se cansava de dizer:
- Maroto, que me mentiu! Grande maroto, que me mentiu!
No dia seguinte, voltou aos bombeiros pelas mãos do pai e não se livrou da chacota dos presentes que haviam assistido a tudo no dia anterior.
- Então, ontem almoçaste fava comprida? - questionava um mais brincalhão numa clara alusão aos estalos dados sem vergonha mas recebidos com muita.
- Deixa o miúdo - recomendava o pai, adivinhando que se os bombeiros podiam trazer trauma tamanho como aquele que assume um dos primeiros estalos, estaria bom de ver que, no futuro, falar do quartel haveria de significar... "fava comprida" e, cumulativamente, uma falta de vontade em lá voltar. E, para o bem e para o mal, nas terras mais pequenas, ser bombeiro podia significar o garante de afastamento dos "maus caminhos".
- Enquanto está aqui, está sossegado - defendia o pai, também bombeiro vai para duas dezenas de anos.
Era assim, de facto. Ainda é assim, porventura. A ida para os bombeiros, a ideia de dar o corpo ao manifesto ao serviço dos outros sem receber nada em troca, está nos antípodas do mau comportamento social. Valha isso para manter viva a chama do voluntariado em Portugal.
Ainda assim, para quem tinha quase estreado a sua ida aos bombeiros com um estalo logo de seguida, não parecia seguro que o miúdo quisesse seguir as pisadas do pai. Mas segui. Acompanhou dezenas de histórias, passou por elas sem mácula sem uma ponta de medo ou sentimento e cresceu na lufa-lufa de ver o pai sair a meio da noite a vestir-se à pressa sobre as calças do pijama e a chegar de tronco nu vezes sem conta ao quartel porque ser primeiro ou dos primeiros, podia significar apanhar o primeiro carro que seguia para o fogo. E, com um bocado de sorte, sendo o primeiro podia ser o mais antigo e isso dava-lhe condições de chefe. Até aqui a velhice era um posto. E ser chefe, num carro de bombeiros, quer dizer que se manda nos outros. Era efémero, é verdade, mas era-se chefe. Até outro mais velho aparecer. Ou, ainda que não fosse chefe, tinha missão maior, no palco de operações, conduzi-las a bom termo. E mesmo que não fizesse mais do que a intuição mandava, saía dali de consciência de que fizera o que tinha de ser feito. Naquele tempo ser o mais velho e mais afoito garantia presença na agulheta num combate desigual para liquidar o fogo. È a alma guerreira desta gente ou disparate, para muitos, que os leva a enfrentar o animal de formas disformes e de manhas tamanhas que nunca se sabe se vem de frente, se investe de lado.
"Eu quero é matar o gajo!" - dizia-se defronte para o fogo, segurando a agulheta com a pressão da bomba quase ao máximo, o que fazia andar "à reboleta" (para usar a expressão que um deles tornou popular quando rebolou morro abaixo em função do fraco domínio que teve em dominar a agulheta).
Por isso, cresceu a ouvir a sirene dos bombeiros, a ouvir histórias sem fim de episódios burlescos, outros mais sérios. Histórias de vida que só faziam história porque mexiam com os sentimentos dos outros. Fossem histórias de fim feliz ou de fim.
Ponto final.

De Morte!...
Era de morte, desta vez, que se falava ali. O Ricardo estava deitado com a cara de rapazinho que sempre tivera. Pensa-se que era assim. Por respeito à figura dos 19 anos e para que se recorde a beleza que tinha e não o estrago do acidente, o caixão mantinha-se aberto mas com o rosto tapado. A seu lado, a mãe, de preto vestida, tinha a cara encarnada de tanto chorar mas a cabeça não parecia ali. O Pai, o pai verdadeiro, ora passava pelo salão nobre, ora descia as escadas até ao parque de viaturas, ora se perdia no bar nas mãos de uma "menina" - epíteto usado brejeiramente para designar as cervejas pequenas, as "minis".
O Carlos, pai dos últimos anos, enchia o corpo de mágoa.
Enchia até rebentar num choro parvo e descontrolado que os outros haveriam de julgar ser bom para "deixar libertar sentimentos".
Enquanto soluçava parvamente mais depressa do que o ritmo de palmadas nas costas que os velhos camaradas lhe davam presume-se que para lhe transmitir ânimo, as histórias de vida de um corpo de bombeiros desfiavam ao ritmo de muitas por minuto. Tantas quantos os grupos que se juntavam pelo imenso espaço daquela que era a obra máxima da terra - o quartel dos bombeiros.

De há muito que era assim: os bombeiros tinham por hábito encontrar-se e cruzar experiências, ora em festas, ora em funerais. Nos últimos tempos, muito por obra e graça da Confederação dos Bombeiros, a Liga, era possível encontrar outros motivos que os levassem a reunir. Mas as festas de aniversário, com autênticas romarias em busca do pernil de frango no beberete, ou os funerais, eram, ainda, o ponto mais alto da reunião. E palanquete maior para passar experiências.
Lembras-te?


texto transcrito do livro Fénix - Histórias de Vida (e morte) dos Bombeiros Portugueses
de autoria Paulo Barbosa

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Material de combate a incêndios ainda não chegou às corporações

A pouco mais de um mês do final do período crítico no combate aos incêndios florestais, as corporações de bombeiros do Baixo Alentejo ainda não receberam o novo material de combate às chamas.

As comunidades intermunicipais ficaram com a responsabilidade de dotar as corporações de bombeiros de equipamentos de protecção individual, na sequência de um protocolo assinado com o Governo em 2013.

A Federação das Associações de Bombeiros do Baixo Alentejo está indignada com a situação. Domingos Flabela, presidente da Federação, lamenta a entrega do processo às comunidades intermunicipais, ainda mais quando o “erro” já foi reconhecido por Miguel Macedo, ministro da Administração Interna.
 
 
fonte: Rádio Pax

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Liga dos Bombeiros manda analisar equipamentos de proteção inidividual

Imagem Ilustrativa
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Jaime Soares, disse hoje que a instituição vai mandar analisar em laboratório a qualidade dos equipamentos de proteção cuja eficiência foi posta em causa pelos Bombeiros de Farejinhas.

Em declarações à agência Lusa, Jaime Soares revelou que a LBP pediu aos Bombeiros Voluntários de Farejinhas, em Castro Daire, um dos equipamentos de proteção individual danificados, a fim de o remeter para análise ao Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE).

"É necessário que a situação não se repita no futuro. Estes equipamentos têm de ter qualidade para que a integridade física dos bombeiros esteja assegurada", adiantou.

Salientando que cabe à LBP "defender intransigentemente a segurança e os direitos dos bombeiros", Jaime Soares explicou que um dos dois dólmenes perfurados pelo fogo será enviado ao CITEVE, "para não haver especulações".

A 11 de agosto, a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões foi confrontada com uma reclamação dos Bombeiros de Farejinhas, que se queixaram de terem ficado com dois dólmenes danificados num incêndio.

O presidente da CIM, José Morgado, rejeitou hoje qualquer tipo de responsabilidades no que toca à qualidade dos equipamentos de proteção individual para bombeiros entregues às corporações do seu território.

Os equipamentos foram entregues, nos dias 17 de julho e 05 de agosto, às 21 corporações dos concelhos que integram o território da CIM Viseu Dão Lafões.

Jaime Soares disse à Lusa não ter conhecimento, a nível nacional, de outras reclamações sobre a qualidade dos materiais de proteção individual.

No ano passado, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e a LBP celebraram com as CIM uma parceria que visava a distribuição de 50% desses equipamentos às corporações de bombeiros, ficando as comunidades intermunicipais encarregadas de os adquirir e entregar.

"Este processo tem registado atrasos e não tem decorrido da melhor forma", referiu, responsabilizando "algumas CIM por este descuido grosseiro e grave".

Na sequência destes problemas, a compra dos restantes 50% dos equipamentos foi posta a concurso pela ANPC, já sem a participação das comunidades intermunicipais, acrescentou Jaime Soares.

Entretanto, em comunicado divulgado hoje, a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV) veio questionar os critérios adotados pela ANPC no novo concurso, no valor de 5,7 milhões de euros.

Por exemplo, o presidente da associação, Rui Silva, diz não compreender "que se discriminem os bombeiros ao adjudicarem botas a um custo de 98 euros o par" para metade dos lotes, enquanto para as restantes o preço seja de 136 euros.

"Associada à diferença no custo, está logicamente a qualidade e a proteção", o que leva a APBV a recusar "que se continue a tratar os bombeiros de forma diferenciada".


fonte: Noticias ao Minuto

Bombeiro Suspeito de Atear Fogo Suspenso Pela Corporação

O bombeiro detido pela Polícia Judiciária (PJ) pela suspeita de ter ateado um incêndio em Vila Pouca de Aguiar foi "suspenso de imediato" pela corporação local, disse hoje o comandante.
A PJ anunciou hoje em comunicado que o homem de 34 anos, empresário da construção civil e bombeiro voluntário, está "fortemente indiciado pela prática do crime de incêndio florestal".
O comandante dos bombeiros de Vila Pouca de Aguiar, Manuel Borges Machado, afirmou aos jornalistas que o bombeiro em causa foi de "imediato suspenso" pela corporação.
O responsável referiu ainda que a corporação vai proceder à abertura de um inquérito interno, cuja conclusão está dependente doprocesso judicial.
"O processo judicial é que vai ajudar a decidir como vamos proceder", salientou Manuel Borges Machado.
Até lá, o bombeiro está proibido de entrar nas instalações dos voluntários de Vila Pouca de Aguiar.
O comandante fez questão de frisar que o bombeiro, que pertencia à corporação há três anos, é "uma pessoa extremamente dedicada", um "bom voluntário" e que teve "uma avaliação psicológica muito positiva".
De acordo com o responsável, neste período de verão o suspeito tinha informado a corporação de que não estava disponível para o combate aos incêndios devido a um acréscimo de TRABALHO provocado pela chegada de emigrantes.
De acordo com a PJ, o indivíduo é suspeito de ter ateado um fogo, que deflagrou às 22:49 do dia 17 de agosto e consumiu uma pequena área de mato e pinheiro bravo na freguesia de Capeludos, concelho de Vila Pouca de Aguiar.
Segundo esta força policial, as chamas não se propagaram "a uma grande mancha florestal adjacente dada a pronta intervenção da população e dos bombeiros que o extinguiram".
O suspeito vai ser presente sexta-feira a interrogatório judicial, no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, para aplicação de eventuais medidas de coação.
A detenção foi efetuada pela Unidade Local de Investigação Criminal da PJ de Vila Real que, este ano, já deteve 10 suspeitos do crime de incêndio florestal na sua área de intervenção.
 
fonte: Noticias ao Minuto

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Vieira do Minho: Explosão em barragem faz dois feridos graves

Dois homens ficaram feridos "com gravidade" numa explosão ocorrida esta sexta-feira de manhã na barragem de Salamonde, em Vieira do Minho, disse fonte da Proteção Civil de Braga.

Uma das vítimas apresentava queimaduras e amputação de uma perna, a outra, para além de queimaduras, sofreu ferimentos graves na cabeça.

Segundo a mesma fonte, encontra-se a caminho do local um helicóptero do INEM para "proceder à evacuação dia feridos", não sendo possível ainda adiantar para que unidade hospitalar serão os dois homens transportados.

O alerta da explosão foi dado às 10h48 e "para já não se podem apontar as causas do desastre".

A barragem está a ser "alvo de obras e terá sido na zona dessas obras que se deu a explosão", apontou a fonte.
 
 
fonte: Correio da Manhã

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Aveiro: Criança e sexagenária feridas em colisão

Viatura em que seguiam as duas vítimas despistou-se e chocou violentamente contra um muro

Uma menina, de 11 anos, e uma mulher, de 68, sofreram ferimentos na sequência de um acidente que aconteceu na manhã de ontem, em Oliveirinha, no concelho de Aveiro.

As duas vítimas eram ocupantes de um automóvel que, por motivos não apurados, entrou em despiste e foi embater num muro localizado na Rua dos Melões.

Fonte dos Bombeiros Velhos de Aveiro, que assistiram a criança e a sexagenária, informou que, apesar do aparato, nenhuma das sinistradas ficou gravemente ferida. 
 
Ainda segundo os bombeiros, que foram alertados às 8.48 horas, as equipas de emergência que acorreram ao sinistro estabilizaram as vítimas, transportando-as de seguida para o Hospital Infante D. Pedro. 
 
 
fonte: Diana Cohen / Diário de Aveiro

Acidente mortal na Linha do Vouga

Um homem com cerca de 70 anos foi mortalmente colhido, esta sexta-feira de manhã, na Linha do Vale do Vouga, em São Paio de Oleiros, Santa Maria da Feira.

A vítima mortal, que as autoridades ainda tentavam identificar, foi colhida pelas 6.55 horas, no Lugar da Lapa.

Estiveram no local os bombeiros de Lourosa e de Espinho, assim como uma equipa da VMER da Feira.

A circulação na Linha do Vouga já foi retomada.


Fonte: Salomão Nogueira / JN

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